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quinta-feira, 4 de junho de 2009

frase

"Palavras são mais que suficientes
...

Quando sabe-se brincar com elas."

Tassia Prado
03.06.09

Você

És escorpião
Bicho de veneno bom
Que entra em minhas veias
Se mistura com meu sangue
Aquece minha carne
Aguça meus sentidos
Mata-me de tezão
Confunde minha mente
Usa meu corpo
Deixa-me cansada
Jogada na cama
E sorrateiramente
Vai embora
Na noite enluarada
Deixando a leve brisa fria
Tocar meu corpo
E arrepiar minha pele

Tassia Prado
15.05.09

Gata minguada

Gata solitária
Pêlos acinzentados
Caminhando sobre o telho quebrado
De um lugar abandonado
Luar minguante
Noite quente, céu estrelado
A passos miudos
Lentos e desanimados
Com olhos cor de mel
E um olhar sem vida
Distante
Mia
Miado minguado
De um coração
Machucado
Abandonado por um amor
Festeiro e vagabundo
De um gato malhado.

Tassia Prado
29.04.09

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ao amanhecer

Espero acordar
Ao nascer do sol
Escutar os pássaros cantarem
Sentir o doce cheiro
Do orvalho, das árvores
Acariciar seu rosto
E ver seu doce sorriso
E te beijar
Olhar em teus olhos
E não precisar dizer
"Te amo"
Mas simplesmente te abraçar
Sentir teu calor
Aconhegada em teus braços
Em meio a fofos edredons
Escutar teu sussurro
Um singelo
"Bom dia!!"

Tassia Prado
25.04.09

segunda-feira, 30 de março de 2009

Silêncio

"O melhor poema é aquele escrito no silêncio de um beijo"
Tassia Prado

Silêncio

... um Anjo
Alto de pele morena
Parou a minha frente
E ao encontro dos nossos olhares
O barulho do mundo calou
O mar era cinza
Comparado ao verde cativante dos seus olhos
O inferno ficou frio
Ao toque quente da mão dele em meu rosto
Deslisando pelo meu cabelo
Seus lábios
Imãs para os meus
Os cravos perderam o perfume
Ao sentir o sedutor cheiro de sua pele
Abraço envolvente
Seguro e forte
O encontro dos lábios
Um poema
No silêncio de um beijo...

Tassia Prado
29/03/09

Nada

Não sou nada
Nem luz, nem sombras
Nem pó, nem pedra
Sou o vazio de um sonho
Não sou nuvem, nem chuva
Nem rio, nem mar
Sou um fantasma do passado
Sou o grito preso na garganta
Pedindo para ser libertado
Sou a lágrima que teus olhos ja choraram
O arrepio sombrio na noite fria
O sorriso falso de um amor esquecido
Sou sentimentos
Escondidos em uma ilusão

Tassia Prado
29/03/09

domingo, 15 de março de 2009

frase

Enquanto Deus me protege..
...
O Diabo me diverte..

Tassia Prado

terça-feira, 10 de março de 2009

Bom dia

E então sentia
As gotas quentes
Cairem em meu corpo
Deslizando suavemente
Arrepiando minha pele
Ainda sensível
Teus beijos, tua língua
Espuma, bolhas
Sensação do teu corpo
Ainda estar junto ao meu
Morango com champagne
Teu cheiro
Sangue quente
Meu corpo gelado
Envolto pela água morna
Doce carinho
De um delicio
Bom dia

Tassia Prado
02.03.09

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Despedida

Procurei em mil bocas
O doce sabor do seu olhar
Procurei em mil
Procurei em mim
Procurei preencher o vazio que ficou
Mas teus olhares
Falaram aos meus
De repende
Meu coração voltou a bater
As tuas palavras
Mentiras que saem de tua boca
Ou verdades?
Enchem minha alma
Sentimentos confusos
Eu, você
Nós?
Mas o brilho do sol
Refletido pela sua aliança dourada
Cega nosso amor
Então peço um último beijo
Uma última chance de me despedir
Um beijo como quem beija
O corpo pálido e gelado
Do ente querido
Antes do caixão ser fechado
Um ultimo beijo
Para guardar na lembrança
Esse breve e mórbido momento

Tassia Prado

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Escuridão

Noites em claro
Porém escuras
Meu corpo quente
Em uma camisola
De cetim
Aquece o vazio
Frio e sólitário
Que você deixou
Cansada de te esperar
A escuridão toma conta
Do meu ser
Tentando abafar
A luz de meus pensamentos
Da minha esperança
De ainda poder ter você

Tassia Prado

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Cravo

Era um belo botão
regado a amor e carinho
Que desabroxou
E em belo cravo virou
Quando botão
Era mimado, amado
Quando cravo era usado
Esquecido, ele chorou
E por isso
O belo cravo murchou

Uriel

Minha alma
Estraçalhada
Humilhada
Queimada
Pelo mais puro dos sentimentos
O amor
Hoje choro
Palavras machucam
E teus atos me matam
Meu corpo cai em vicios
Prazeres instantâneos
Para compensar
A tua falta
A tua covardia
Maldita razão
Cadê você?
Meu coração bate forte
Para expulsar
O teu veneno
Que corre em minhas veias
Amor?!
Sentimento patético
Prefiro ódio
Pois este não traz
Esperança
Lolita? Não!
Sou uma idiota
A chorar por um amor
Por um homem
Por um anjo
Anjo Uriel
Da poesia e da morte
Pois quanto mais me mata
Mais escrevo
E aqui deixo
Sangue
Alma
E o resto de meus sentimentos

Tassia Prado
16.01.09

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Pecado

Ah! Amor proibido que sinto
Os doces sabores
Que enchem meu coração
Deixa-me feliz
Traz-me vida, a paz
E o inferno
De não poder gritar ao mundo
Que é teu o meu amor
Delicioso amargo
Dos teus beijos e abraços
Envolve meu corpo
Beija-me
Morde gostoso meu grelo
Que pulsa entre teus lábios
Sacia tua sede em meu corpo
Mata meu tezão
Deixa ser tua vampira
Voluptuosamente
Entrega-te as minhas vontades
Deixa sugar tua seiva
Exausto deita em meus braços
Adormece
Deixando os sabores proibidos
No silêncio da noite
E sob o sol
Provocar os sentidos
Para que mais tarde
A lua nos de o presente
De recomeçar

Tassia Prado
07.01.09