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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Tempestade

A tempestade pulsa
Junto dela meu coração
Pulsando em vontade
Desejo e paixão
As gotas a cair
Molhando a terra
E seus cabelos
A pele húmida e gelada
Terra cabelo pele
Cheiros que se misturam
Com a chuva
Que teima em ficar
E encantar essa noite
Iluminada por raios e trovões
As gotas a rolar pelo seu rosto
Devagar a passar
Testa nariz sua boca
Morre em sua língua
Meu olhar não foge ao seu olhar
Tuas mãos a percorrer
Meu cabelo molhado
Segurando firme meu pescoço
Deixa tua boca
Mais perto da minha
Uma mão a descer
Puxa meu corpo
Com vigor para perto do seu
Meus braços a envolver-te
As unhas a rasgar tua camisa
Lábios a se encontrar
Peles a se sentir
E a grama molhada
Macia e gelada
Acolhem nosso amor
Chama intensa
Atiçada pelo vento
Da tempestade
Que meus olhos criam
Ao sentir meu coração pulsar
Tão longe do seu

Tassia Prado
26.12.08

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sensação

Está quente
E minha boca seca
Meus lábios sentem
Úmido e gelado
Minha língua
A sentir o doce sabor
Derrete em minha boca
Me lambuza
Me refresca
Você a me observar
Seu olhar demonstrando
O desejo de ser
O sorvete
Que estou a chupar

Tassia Prado
24.12.08

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Solitária

Noite quente
Meu coração está frio
E você está longe
As lembranças a pertubar
Não consigo dormir
Esse inferno
Que está no vazio da cama
Tento preencher
Com travesseiros
Ursinhos de pelúcia
Com teu olhar
Teus beijos
Com o calor que preciso
Para esquentar meu coração
A manhã chega solitária
Uma brisa fria
Entra no meu quarto
Parece trazer teu cheiro
Teu carinho
E assim
No frio da madrugada
Entrego meu corpo
A solidão

Tassia Prado
24.12.08

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Casinha na parede

Feita de madeira
Lá está uma casinha
Com números de 1 a 12
Brincando de cirandinha
- Mas não se mexem! -
Saindo do centro
Três palitinhos
1 grande 1 médio e 1 pequenininho
- Deve ser o filhinho! -
Em baixo da casinha
Duas cordinhas
E bem em cima
Uma portinha
- Quem será que mora lá? -
Pendurada na parede
Fazendo tic-tac, tic-tac
- Olha lá o passarinho! -
Fazendo cuco - cuco

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Suicidio

Sentia
Teu calor
Teu frio
Parecia estar na tua pele
Passando por tuas veias
Sinto agora
O fio da lâmina afiada
Que toca seu pulso
Com suavidade
Coração acelerado
A pele a se render
Ao delicioso ardor
Desse primeiro corte
O sangue fervendo
Começa a se libertar
A lâmina agora pesada
Corta a tua carne
Tuas veias
Coração calmo
Minha vida
Diante dos teus olhos
A se libertar
Do teu corpo
Escorrendo por sua mão
Passando por entre os dedos
Sangue, veneno
Vermelho, intenso
Amor vermelho
Intenso sentimento
Teu pulso começa a doer
É minha essência
Deixando teu corpo
Arrependimento
O cheiro doce do sangue
A lembrança dos meus beijos
Ato desesperado da tua boca
A procurar-me
No sangue que insiste a sair
Ainda a calor
Calor esse que só tua lingua recoheceria
Teu corpo pega fogo
Lembranças de noites frias
Quentes de amor
O calor se esvai
Teus olhos a fechar
Coração bate fraco
O frio toma conta da tua carne
Teus lábios sussuram
Pela ultima vez
"te amo, meu amor"
E nesse doloroso suspiro
Tua vida se despede da minha

17.12.08

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Lolita

Não passo de uma garota
Mimada e boba
Apaixonada
Por um homem
Que não pode ama-la
Sou sua Lolita
Te provoco
Te instigo
Tento entrar em teus pensamentos
Sem pedir licença
Invado teus sonhos
Mas quero mais
Quero pele, carne, osso
Verdades
Teu lábio junto ao meu
Corações num só compasso
Atrito entre nossos corpos
E depois num afago
Entrelaçar-me em teu corpo
Para realizar meu desejo
De um dia dormir com vc
Para com os anjos sonhar

16/12/08

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ah vontade

Ah! Vontade
Proibida
De estar em seus braços
Sentir o teu beijo
Arranhar tua pele
Me segura firme
Mata minha vontade
Coração que esquece de bater
E quando lembra
Explode de paixão

Ah! Vontade
Deixa eu deitar
Em teu colo
Sentir tua respiração
Deixa teu cheiro
Se misturar com o meu
Deixa teu corpo
Mergulhar nesse desejo intenso

Ah! Vontade
Molha minha boca
Ultrapasse meus limites
Faça do meu corpo o teu

Ah! Vontade

Caricias

Deitada sozinha
em minha cama
A brisa entra pela janela
a acariciar meu corpo
A caneta a revelar
Vontades, desejos
Lembranças
De um poema
vivido
Seus lábios beijam
pescoço, costas
Seu corpo pesando sobre o meu
Me segura com força
Corpos colados
Roupa que atrapalha
Me vira na cama
Apaixonadamente
beija minha barriga
Blusa branca que
sobe com suas caricias
Camisa desabotoada
minha pele na sua
Viro o jogo, te domino. és meu
Beijos, lambidas, mordidas
Arranhadas proibidas
Desejo supremo de tomar
do seu doce
Estou sozinha
Pensamentos em você

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Gelo

Lágrimas rolam no seio da minha face
inundando meu coração
Dúvidas, tristezas
Sentimentos perdidos
no limbo de sua ignorância
Fraqueza em seus atos
Palavras vazias
A chama fica branda
Falta oxigênio
E logo se apaga
Resta agora
somente
cinzas e fumaça.

Tassia Prado
12/12/08

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Palavras ao vento

Braços e pernas
Entrelaçados
Pele na Pele
Suadas
Boca a boca
Molhadas
Respiração ofegante
Cheiro
Pele, suor e desejo.

Noite solitária

como queria
falar com você agora
matar meus desejos em palavras
como dói não poder ter
dói a saudade apertando
a distância..
te ter e ao mesmo tempo não
como quero
carinhos enamorados
beijos só meus
os pensamentos estão dividos
és meu
porém és mais dela
duro carma
tempo que não passa
coração que aperta
em uma suave batida
meus olhos fecham
com doce suplica
lembrando estar em seus braços
para minha vontade acalmar
e assim dormir
em nuvens
acalentada por meu anjo

Tassia Prado
11/12/2008

Anjo homem

hoje vi
um anjo suicida
o fogo em suas asas
chamas ardentes de paixão
davam-no mais vontade
de mergulhar em sentimentos
em prazeres
a pele macia
tocava seus labios
unhas o arranhavam
e quanto mais lacinante
ficava o fogo
mais calor do corpo dela
ele sentia
e assim o anjo foi morrendo
e num delicioso gozo
meu homem nasceu

Tassia Prado
11/12/08

Quero

O que eu quero

O brilho da manhã que seus olhos refletem
O calor no coração que seu sorriso me traz
A paz que sua pele me passa
A segurança de suas palavras
O futuro incerto das tuas atitudes
Quero você
Simples
Complicado
Como meu coração pulsa
Quando sinto o sol
O calor
A paz

Tassia Prado
04/12/2008